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Centro Cultural recebe 1ª Amostra de Cultura Afro-Brasileira

 

Crédito da foto: Wilker Matos / Secretaria Executiva de Imprensa e Comunicação

Nesta semana, o Centro Cultural Ministro Marcos Vinícios Vilaça recebeu a 1ª Amostra de Cultura Afro-Brasileira, promovida pela Prefeitura Municipal de Limoeiro, através da Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania e do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). O evento foi a fase final dos trabalhos vivenciados nos núcleos, através dos orientadores sociais.

A secretária de Desenvolvimento Social e Cidadania, Cristiane Barbosa, reforça que o Serviço atende mais de 500 usuários atualmente. “Trabalhamos essa temática nos turnos da manhã e tarde com eles, baseada na frase ‘Existe uma história do povo negro sem o Brasil, mas não existe uma história do Brasil sem o povo negro’, de Januário Garcia. E os jovens incorporaram esse conhecimento conjuntamente com as suas famílias”, afirma.

De acordo com a coordenadora do SCFV, Rita de Cássia, valorizar a cultura afro é valorizar o Brasil. “Quando trabalhamos o ser social, o ser humano como cidadão, precisamos conscientizar e fazer com que as crianças e os adolescentes reflitam sobre a cultura afro. O Brasil é um país de várias raças e a cultura africana é de grande relevância, porque está presente no nosso cotidiano, seja na comida, na fala ou nas vestimentas”, destaca.

Para Rita de Cássia, promover os costumes e as tradições do continente que ajudou a formar o Brasil é um instrumento sólido no combate ao racismo. “Diante do investimento da Secretaria de Educação na temática da Consciência Negra e diante da conscientização feita nas escolas, a Secretaria de Desenvolvimento Social, através do Serviço de Convivência, vem fazendo esse trabalho com crianças e adolescentes porque eles são o futuro do Brasil. Se trabalharmos isso, quem sabe, futuramente, não exista mais o preconceito”, atesta.

Movimento negro no Brasil – De acordo com o portal Guia do Estudante, o movimento negro no Brasil surgiu no século XIX, durante o período escravagista. Naquela época, os escravos se organizavam em quilombos para se rebelar contra as atrocidades sofridas. No século XX, a caminhada ganha novas referências, como o Movimento dos Direitos Civis nos EUA e a luta contra a segregação racial na África. Até hoje, protestos e atos organizados por jovens promovem a Consciência Negra e denunciam o racismo estrutural e institucional em nosso país. A Organização das Nações Unidas (ONU), por sua vez, alerta que a população negra é a mais afetada pela desigualdade e pela violência no Brasil, sendo a maioria (78,9%) dos 10% dos indivíduos com mais chances de serem vítimas de homicídios. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os negros compõem 54% da população brasileira.

 

 

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